Instituto Nacional de Cardiologia diz que aumento da obesidade é preocupante nas capitais e no Distrito Federal
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Dados são do Instituto Nacional de Cardiologia mostram que o percentual de pessoas com sobrepeso nas capitais brasileiras e no Distrito Federal ultrapassou o daquelas com peso normal.
O estudo realizado com base nas informações do Vigitel, levantamento por amostragem do Ministério da Saúde apontou que 38% da população dessas cidades está acima do peso e quase 37% dentro do que é considerado saudável. Outras 24% estão muito acima do peso, caracterizando quadro de obesidade.
Somando aqueles com sobrepeso e obesidade, a proporção de pessoas nessa categoria chega a 63% da população. Esta é a primeira vez na série histórica que a proporção de pessoas com sobrepeso ultrapassa a daquelas com peso normal.
Entre os jovens adultos, de 18 a 24 anos, a prevalência de excesso de peso é menor do que entre os mais velhos. No entanto, o índice de excesso de peso entre esse público aumentou de 21% em 2006 para 36%, em 2023.
Houve queda importante na proporção de mulheres com peso normal, em ritmo mais acentuado do que entre os homens. Em 2006, 59% das mulheres tinham peso normal, caindo para 38% no ano passado. Entre os homens, a diminuição foi menor, de 51% em 2006 para 35% em 2023.
Segundo Arn Migowski, coautor do estudo, esse aumento se deve a vários fatores, que vão muito além do simples desequilíbrio entre o consumo de calorias e gasto energético. "Em geral, a principal causa é o aumento, nas últimas décadas, do estilo de vida urbano com maior prevalência do sedentarismo e o padrão dietético com o maior ingesta de dietas ricas em lipídios e carboidratos. O consumo de alimentos ultraprocessados, alimento comumente encontrado nesse tipo de dieta. Também tem sido estudado como possível causa desse aumento".
Em relação a obesidade, o especialista afirma que há ainda outros fatores que podem desencadear o quadro. Além do estilo de vida e sedentarismo, estão o uso de medicamentos com corticosteroides, antidepressivos, doença como hipotireoidismo, transtornos alimentares, doenças genéticas e predisposição hereditária.
Arn Migowski destaca a importância de políticas públicas para tratar o problema e tirar os estigmas da obesidade, que não pode ser vista como simples resultado de escolhas ou falta de vontade.
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