Avaliação abrange os ciclos de 2018/2019 e 2022. Alimentos foram coletados nos supermercados de todas as regiões do Brasil.
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No ano de 2001 foi criado o PARA Programa de Avaliação de Resíduos de Agrotóxicos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para verificar a quantidade de elementos químicos em produtos importantes para a dieta do brasileiro. Através destas análises, é possível orientar a fiscalização e tomar medidas para proteger o consumidor de algum risco.
O programa avalia a presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos coletados nos supermercados de todas as regiões do país. As amostras são analisadas em laboratórios especializados, utilizando-se métodos científicos reconhecidos internacionalmente.
A Anvisa anunciou neste mês de dezembro os resultados do
Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para) referentes aos
ciclos de 2018/2019 e 2022 (a coleta foi suspensa em 2020 e 2021 por causa da
pandemia).
Ciclo 2022
O resultado das análises de 2022 constatou que um em cada
quatro alimentos de origem vegetal no Brasil tem resíduos de agrotóxicos proibidos
ou acima do permitido.
Foram analisados 1.772 amostras de 13 alimentos: de origem vegetal: amendoim, batata, brócolis, café em pó, laranja, feijão, farinha de mandioca, maracujá, morango, pimentão, quiabo, repolho e farinha de trigo. Destas amostras, 67% puderam ser rastreadas até o distribuidor e 23% até o produtor rural.
- 41,1% das amostras não tinham resíduos.
- 33,9% das amostras com resíduos dentro do limite
permitido.
- 25% das amostras com inconformidade, que pode ser a
presença de um agrotóxico não autorizado ou com resíduos acima do limite
permitido.
- 0,17%, equivalente a 3 amostras, apresentaram risco
agudo.
Segundo a Anvisa, o risco agudo é o risco de danos à saúde pelo consumo de uma grande porção do alimento contendo resíduo de um determinado agrotóxico em curto espaço de tempo, como uma refeição ou um dia de consumo.
Ciclo 2018-2019
Foram analisadas 3.296 amostras de 14 alimentos de origem vegetal: abobrinha, aveia, banana, cebola, couve, laranja, maçã, mamão, milho, pepino, pera, soja, trigo e uvas.
- 3.296 amostras analisadas.
- 33,2% das amostras não tinham resíduos.
- 41,2% das amostras com resíduos dentro do limite
permitido.
- 25,6% das amostras com inconformidade, que pode ser a
presença de um agrotóxico não autorizado ou com resíduos acima do limite
permitido.
- 0,55%, equivalente a 18 amostras, apresentaram risco
agudo.
Uma boa notícia - Redução de risco agudo na laranja
Um dos destaques no histórico do programa é a redução do
risco agudo na laranja. No ciclo de 2013/2015, 12,1% das amostras analisadas
tinham potencial de risco agudo. Já no ciclo de 2018/2019, esse número caiu
para 3% e, nas amostras de 2022, o risco agudo ficou em 0,6%.
Um dos principais motivos dessa evolução foi a proibição
do uso de carbofurano no processo de reavaliação e a exclusão do uso de
carbossulfano na cultura de citros (plantas cítricas).
Além disso, a Anvisa realizou restrições de uso para
outras substâncias, como a metidationa e o formetanato. Para esses agrotóxicos,
também houve a exclusão de autorização do uso em alimentos como laranja, uva e
morango.
Fonte: https://www.gov.br/anvisa/ - https://nossofuturoroubado.com.br/ - imagem: https://br.freepik.com/
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