A frutose vinda de produtos ultraprocessados aumenta o risco de associação entre o ácido úrico e a doença.
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Pesquisa desenvolvida pela Faculdade de Medicina (FMUSP) mostrou que o consumo elevado de frutose – vinda de produtos ultraprocessados – pode aumentar o risco de associação entre o ácido úrico e a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), tanto para homens quanto para mulheres.
Recentemente, o uso de frutose como um ingrediente aumentou em bebidas adoçadas, tais como refrigerantes e sucos industrializados, e também em diversos alimentos ultraprocessados e, segundo especialistas, devemos ficar atentos ao alto consumo destes alimentos.
“Quando falamos de frutose
estamos nos referindo àquela industrializada, presente em alimentos
ultraprocessados, e não ao consumo da fruta propriamente dita”, esclarece Clara
Freiberg, nutricionista autora do estudo.
A ingestão de frutose tem sido associada à progressão da doença devido ao seu potencial de aumentar os níveis de ácido úrico no sangue. Nos últimos anos, evidências clínicas sugerem que o ácido úrico elevado frequentemente está associado ao desenvolvimento ou progressão da DHGNA. Altos índices de ácido úrico podem levar ao desenvolvimento de resistência à insulina.
“Minha população estudada foi de adultos e idosos, mas seria importante avaliar o consumo de frutose em crianças e adolescentes. A oferta de ultraprocessados é enorme para esse público”, alerta Clara Freiberg.
Segundo a pesquisadora, os profissionais de saúde precisam ser mais claros ao orientar os pacientes sobre o controle do sal, do açúcar e da frutose, por exemplo. “As pessoas precisam entender que altos níveis de frutose nem sempre estão associados a um consumo excessivo de frutas.”
A doença hepática gordurosa não alcoólica
(DHGNA)
A doença hepática gordurosa não
alcoólica vem se tornando uma das principais causas de doença hepática crônica
no mundo. Sobrepeso, diabete, má nutrição, perda brusca de peso e sedentarismo
estão entre os fatores de risco para o aparecimento da doença.
Há evidências de que a pressão
alta, resistência à insulina, níveis elevados de colesterol e triglicérides
estão diretamente associados ao excesso de gordura no fígado.
A patologia geralmente é assintomática e pode atingir um estágio avançado antes de ser diagnosticada. Desconforto no quadrante superior direito, fadiga e letargia foram relatados em até 50% dos pacientes mas, muitas vezes, a DHGNA é diagnosticada após a realização de exames de rotina.
Fonte: https://jornal.usp.br/ - https://sbhepatologia.org.br
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