Você sabia que o estufamento intestinal, as dores abdominais e os gases podem estar ligados às emoções?
Isto ocorre por causa da forte comunicação bidirecional entre o cérebro e o trato digestivo, conhecida como o eixo intestino-cérebro.
O trato gastrointestinal é sensível às emoções. Raiva, ansiedade, tristeza, euforia — todos esses sentimentos (e outros) podem desencadear sintomas no intestino.
Quando estamos emocionalmente sobrecarregados, o
organismo pode responder por meio do sistema digestivo, provocando sensação de
barriga inchada, gases, cólicas ou mudanças no funcionamento do intestino. Por
isso, cuidar da saúde intestinal também envolve cuidar das emoções: ter uma
alimentação equilibrada, beber água, movimentar o corpo, dormir bem e reservar
momentos para relaxar podem contribuir para o bem-estar.
Como funciona a ligação
cérebro-intestino
O cérebro e o intestino estão constantemente se
comunicando por meio de uma complexa rede chamada eixo cérebro-intestino. Essa conexão acontece principalmente
através do sistema nervoso, dos hormônios, do sistema imunológico e das
substâncias produzidas pelas bactérias que vivem no intestino.
É por isso que emoções como estresse, ansiedade, medo e preocupação
podem refletir diretamente no funcionamento intestinal, provocando sintomas
como gases, inchaço, dor abdominal, diarreia ou prisão de ventre. Da mesma
forma, alterações no intestino podem influenciar o humor, a disposição e até a
percepção de estresse.
Nosso trato gastrointestinal, ou intestino, às vezes é descrito como
nosso “segundo cérebro”. Isso porque ele é controlado por seu próprio sistema
nervoso complexo, composto por centenas de milhões de neurônios – mais do que
todos os nervos da medula espinhal.
O intestino possui uma extensa rede de neurônios e
está intimamente ligado ao cérebro pelo nervo
vago, uma das principais vias de comunicação entre os dois órgãos. Além
disso, a microbiota intestinal produz substâncias que participam da regulação
de processos importantes no organismo.
Cuidar do intestino, portanto, vai muito além da
alimentação. Sono adequado, atividade
física, alimentação equilibrada e manejo das emoções também contribuem
para manter essa comunicação em equilíbrio.
É importante lembrar que dor abdominal persistente, intensa ou acompanhada de outros sintomas deve
ser avaliada por um profissional de saúde, pois nem todo desconforto
intestinal tem origem emocional.
Fonte: https://www.health.harvard.edu/
- https://theconversation.com/ - imagem: https://www.magnific.com/
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